quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Operários acham peças de porcelanas no IFRN

compartilhar Operários que trabalhavam na reforma no prédio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRN) na avenida Rio Branco encontraram, por acaso, o que aparentemente são relíquias da história de Natal. São peças em porcelana e, pelo aspecto, trata-se de xícaras, pratos e pedaços de outras peças em porcelana. Não se sabe ainda de qual época são as peças, mas o IFRN fará uma análise do material a partir do trabalho de dois professores de história da própria instituição.
Rodrigo SenaLerson Maia acha que as porcelanas têm mais de cem anosLerson Maia acha que as porcelanas têm mais de cem anos

De acordo com o professor Lerson Maia, que encontrou as peças junto dos operários da obra, os professores de História Ênzio de Andrade e Francisco Carlos irão analisar as peças coletadas. "Não temos ainda como dizer a época dessas peças, mas essa análise pode determinar. Pelo visto são antigas, porque a primeira ocupação desse prédio foi em 1906. Pela profundidade encontrada e por essa data, pode-se dizer que elas têm mais de 100 anos", aponta o professor Lerson Maia.

A descoberta dos artefatos se deve à construção de uma nova cisterna no prédio do IFRN. A atual estrutura, duas caixas d´água e uma cisterna, já não chega para a demanda. Os operários foram incumbidos de cavar 5,5 metros para fazer a cisterna. Com 3,5 metros chão adentro, apareceram as peças. Contudo, os operários não perceberam de pronto a importância daqueles cacos de porcelana. Continuaram cavando, até que o professor Lerson viu o "entulho". "Eles não tinham percebido do que se tratava e por isso, infelizmente alguns foram quebrados", diz Lerson. Além da porcelana, pedaços de peças em barro também foram encontradas.

O material provocou de imediato a dúvida sobre a procedência, principalmente porque em uma das peças há uma inscrição em inglês: "Copeland Late". "Imaginamos que seja uma porcelana inglesa ou portuguesa", complementa o professor.

É possível que no mesmo pátio onde foram encontradas essas peças, existam outras. Mas o IFRN não irá, até então, fazer nenhuma outra escavação no local. "Estamos disponíveis para conversar com outras instituições interessadas em fazer algum tipo de pesquisa", encerra Lerson Maia.

O mais antigo registro sobre aquele prédio data de 1906. Naquela época, funcionava ali na avenida Rio Branco o Colégio da Imaculada Conceição. Logo depois, o prédio foi ocupado pelo Batalhão de Segurança Estadual. Só em 1914 o Liceu Industrial - futura Escola Técnica Federal do RN, Centro Federal de Educação Tecnológica e, finalmente, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RN - passou a funcionar naquele local.

fonte: Tribuna do Norte

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