MEMÓRIAS DO VENTO - ÉPISODIO 1 - Da Sesmaria às primeiras famílias

 

Foto editada e meramente ilustrativa.

Muito antes da emancipação política, a história de Caiçara do Rio do Vento começou a ser registrada no papel.

A ocupação propriamente dita teve seu início no inicio do século XVIII logo após a "Guerra dos Bárbaros (1683-1713)".

Por volta de 1710,  os irmãos Manoel e Francisco Rodrigues Coelho pediram terras na testada da Boágua, que corria até a Serra da Gameleira. 
Em 02 de agosto de 1749, Manoel Pinheiro Teixeira requereu parte da data do Rio do Vento que pertencera a Manoel Rodrigues Coelho, as terras desciam pelo Riacho do Sapo, confinando com as do seu tio Jose Pinheiro Teixeira que as tinha desde 1734 no Rio do Vento, e com as do seu irmão Bernardo Pinheiro Teixeira.
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As sesmarias eram concessões de terra feitas pela Coroa com o objetivo de ocupar e desenvolver o território colonial.
Após o registro da concessão, há rara documentação que comprove a ocupação efetiva da área ainda no século XVIII.

A terra foi oficialmente concedida — mas os registros sobre sua utilização permanecem escassos no período, não significando que ela tenha ficado abandonada, muito pelo contrário as familias dos primeiros colonizadores se enraizaram na região e seus sobrenomes podem ser identificados até os nossos dias.

Os sinais mais paupaveis e documentais da fixação permanente aparecem na primeira metade do século XIX, com a chegada de Manoel Ferreira Pires, víndo da região de Várzea de Bois e a família de José Dionísio da Câmara.

📍 Na margem norte do Rio do Vento, fixaram-se os Pires.
📍 Na margem sul, a cerca de meia légua de distância estabeleceram-se os Raposos Dionísio da Câmara.

O rio — sazonal, marcado pelas cheias e estiagens — não era apenas um curso d’água: era referência de território, sobrevivência e organização.

A consolidação desse núcleo se fortaleceu quando Anna Francisca da Conceição, filha de Manoel Ferreira Pires, casou-se com Alexandre Dionísio da Câmara, filho de José Dionísio da Câmara.

Mais do que um casamento, essa união simbolizou a integração das duas margens e o enraizamento definitivo das primeiras famílias na região.

Da sesmaria concedida entre 1710 - 1749 à formação dessas famílias no século XIX, o território foi deixando de ser apenas extensão de terra para se tornar espaço de permanência, geração e identidade.

Séculos depois, essa mesma terra conquistaria sua emancipação política, em 1963.

🌬️ Antes da cidade, veio o povoado

Antes do povoado vieram os pires, dionisios, teixeiras e outras famílias.

E antes deles existia a data do Rio do Vento

👉 Você reconhece esses sobrenomes na história da nossa cidade?


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