sábado, 8 de outubro de 2016

‘O cristianismo é a religião mais perseguida do mundo’, diz ministro húngaro

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Esse mês, a Hungria tornou-se o primeiro governo a abrir um escritório exclusivo para lidar com a perseguição dos cristãos no Oriente Médio e na Europa. Depois da grande pressão que o continente europeu enfrentou com a crise da migração em massa, a liderança da igreja tem sido mais ouvida. “Atualmente, o cristianismo é a religião mais perseguida do mundo. De cada 5 pessoas mortas por motivos religiosos, 4 delas são cristãs. Em 81 países, vemos violência, discriminação e perseguição, 200 milhões de cristãos estão sendo ameaçados por seguidores de ideologias religiosas radicais”, disse o ministro húngaro, Zoltan Balog.

O último levantamento da Organização Portas Abertas divulgado no início de 2016, já mostrava a preocupação com os efeitos do extremismo islâmico que é um dos principais fatores de perseguição na lista de classificação (35 dos 50 países tem o islamismo radical como a principal fonte de perseguição).

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, atraiu críticas da União Europeia por sua declaração: “A Europa deveria se concentrar em ajudar os cristãos, antes de ajudar milhares de islâmicos que estão entrando nesses países”, disse ele. Esse movimento sem precedentes chamou a atenção no cenário internacional. O projeto para o novo escritório da Hungria já está em andamento e terá um orçamento inicial de mais de 3 milhões de dólares.

A preocupação dos húngaros está baseada no fato de que o Estado Islâmico vem procurando um “lar permanente” no Ocidente, desde 2014. Além disso, o governo também tenta aumentar a consciência internacional sobre a difícil situação para coordenar os esforços humanitários para esses refugiados. O novo conflito entre muçulmanos e cristãos em solo europeu merece atenção. Num acampamento da França, por exemplo, que acolhe cerca de 3 mil refugiados, entre eles muitos cristãos vindos do Oriente Médio, há relatos de que cristãos foram atacados pelos refugiados muçulmanos e já houve registros de morte.

Fonte: Portas Abertas

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