quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Serie cidades do RN: Pedro Velho - a Vila de Cuitezerias

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Igrejas de Tamatanduba

A origem da cidade de Pedro Velho encontra-se na história da Vila de Cuitezeiras, da sua origem em 1861 à consolidação da cidade de Pedro Velho, em 1936, tendo a memória como papel fundamental na recuperação da vida social.
A atual denominação do Município – Pedro Velho – remete a fatos históricos mais recentes e não aos primórdios da história do lugar, pois a denominação inicial atribuída à atual cidade pelos primeiros habitantes foi Vila de Cuitezeiras. Esse topônimo origina-se e remonta, segundo registros da memória, à terceira década do século XVII. Posteriormente, foi registrado como município oficialmente no ano de 1890 pelo artigo 1º da Lei Orgânica de 03 de abril de 1890, que o estabeleceu como entidade autônoma e básica da Federação, com garantia de dignidade aos seus moradores.

Por Cledenilson Moreira.
 No dia 10 de setembro de 2012, caminhando pela comunidade de Tamatanduba, os professores Cledenilson Moreira, Marcos Tavares e Everaldo Lima da Silva, visitaram as antigas igrejas da origem do Município de Pedro Velho, o difícil acesso não impediu a curiosidade de conhecer as ruínas da igreja que originou nossa história.
Ao redor da igreja se edificava as casas e ruas que construíram a antiga Vila. Segundo Têca, moradora da comunidade de Tamatanduba e que cuida da igrejinha em frente a sua casa, a igrejinha remonta o século XVIII e é mais antiga do que a que se encontra em ruínas um pouco mais abaixo saindo da estrada.
  Caminhando passando por cercas e areia cortada para plantio e fizemos fotos inéditas do local. Não foi possível entrar porque as condições não permitiram, mas observamos a semelhança com a antiga igreja de Santa Rita na Antiga Cuitezeiras. Pelas fotos, dá para observar que havia uma parte da igreja destinada a reuniões, um quartinho separado do salão onde ficavam os fiéis e os bancos. Na lateral, um tipo de construção que parece uma escadaria que dava acesso a uma janela, provavelmente para tocar o sino. Os símbolos e esculturas na porta e na fachada indicam a influência religiosa, econômica e política da igreja e famílias na época.
Têca nos disse que essa igreja em ruínas é mais recente do que a igrejinha em frente a sua casa. Na fachada da casa de Têca, a data 1957, construção da casa, mas o seu avô quando comprou a terra nessa época já obteve com a igrejinha.
As imagens nos leva ao pensamento de um tempo de convivência entre pessoas que fizeram nossa história. Quantas pessoas estiveram nessa igreja? Quantos casamentos foram realizados? Quantas missas foram celebradas? Têca não tem nenhum registro das igrejas e acreditamos que a matriz de Pedro Velho tenha algum documento que represente nessa época.
Por Cledenilson Moreira em www.clednews.com 
fonte:editado de historiarn.blogspot.com

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