terça-feira, 7 de agosto de 2012

O Brasil, as Olimpíadas e o IDH

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Uau! O Brasil está em 22o. lugar no quadro de medalhas das Olimpíadas, com 2 de ouro, 1 de prata e 5 de bronze. Que maravilha! Tenho orgulho de ser brasileiro.

Tenho também pena de países que sequer ganharam uma medalhinha de ouro, como a Noruega, que amarga o 47o. lugar, com apenas 1 medalha de prata e outra de bronze. Para os pobres cidadãos noruegueses resta um consolo: o fato de o seu país estar em primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Grande coisa!

Se esse tal IDH fosse importante, o Brasil não estaria em 84o. lugar na lista do IDH (abaixo de Equador, Peru, Jamaica, Cazaquistão, Argentina, etc.), não é mesmo?


Ironias à parte, o leitor está triste em razão de o Brasil estar em 22o. lugar no ranking de medalhas das Olimpíadas de Londres, Inglaterra? Saiba que é muito mais angustiante vê-lo em 84o. lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Por que supervalorizamos as efemeridades, em detrimento do que realmente é relevante? Para muitos, o importante é ganhar medalhas de ouro e, sobretudo, ser campeão da Copa do Mundo. Francamente, preferiria ver o Brasil melhor no ranking do IDH...

Quantos hospitais e escolas a mais teremos depois de 2014 e 2016? Que melhorias ocorrerão no caótico trânsito das metrópoles brasileiras após a Copa do Mundo e as Olimpíadas? E a violência, e o tráfico de drogas, terão arrefecido depois desses grandiosos eventos?

O que o governo e os cidadãos brasileiros priorizam? Vencer a Copa do Mundo de 2014, ganhar medalhas em 2016, para dar alegria passageira a um povo sofredor? Ou deixar um grande legado para todos, mesmo que a Seleção Brasileira perca na final para a Argentina e não ganhe uma única medalha de bronze?

Ciro Sanches Zibordi

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