terça-feira, 29 de maio de 2012

Série Fauna Caiçarense: MOCÓ

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A sagacidade e o olfato aguçado, que lhe permite pressentir a presença do homem a longas distâncias, são as principais armas defensivas do mocó.

Mocó é um pequeno mamífero roedor, da família dos cavídeos, gênero Kerodon, encontrado no Nordeste brasileiro. Tem pelagem cinzenta no dorso e ventre amarelado. A espécie, semelhante ao preá e  maior que ele, habitava abundantemente as regiões pedregosas e principalmente os serrotes da caatinga de nosso município, com a sua caça predatória passou a ser uma especie ameaça de desaparecer de nossa região. Alguns exemplares podem ainda ser encontrados nos grotões de mais difícil acesso, como na divisa entre as comunidades rurais de São Luiz e Ponta de Serra.

Seu peso de adulto é em média 800 g. Os mocós  passam a maior parte do tempo em tocas. O pequeno roedor, herbívoro, típico das regiões rochosas do semi-árido do Nordeste do Brasil, é usado na alimentação humana como fonte de proteína animal, especialmente em períodos de seca. Sua carne é muito apreciada pelos sertanejos. 

Para aproximar-se do mocó, deve-se locomover em sentido contrário ao do vento, a fim de não ser denunciado por seu olfato privilegiado. Nos dias nublados, o mocó sai para se alimentar de manhã e à tarde. Nos dias claros, abandona sua toca apenas à noite. Alimenta-se de cascas de árvores, brotos, folhas e frutos. Em pequeno, é domesticável.

Um comentário:

Anônimo disse...

O mocó também é muito encontrado no alto das serras do Norte de Minas gerais.

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